terça-feira, 17 de abril de 2018

Como me fazer feliz?

Aliás, como ficar mais feliz. Aliás (de novo), como fazer essa grande proeza que é eu não sair à rua para estar na esplanada dos cafés? Super fácil: casas assim.

Aqui ficam algumas inspirações e não digam que vão daqui. Se todas as pessoas tivessem um bocadinho deste bom gosto que vos vou apresentar de seguida, o mundo seria melhor. Pelo menos, muito mais apresentável.
Aconselho também- uma vez que agora estou na área imobiliária - que olhem com olhos de ver, tirem notas e apliquem (mesmo numa versão low-cost) estas dicas se querem vender ou arrendar os vossos imóveis.

Garanto-vos que num terço do tempo têm negócio feito. Ou isso ou esvaziem a casa. Ainda assim, ponham os olhos nisto:








Obs:

Uma vez que eu sou muito stressado, informo que ao ver imagens como esta me transmitem paz. para mim, paz no mundo é isto. Isto e Goldens Retrievers.
Se alguma dia eu estiver quase a estrangular alguém (dia sim, dia sim acontece) é mostrarem me uma foto de Goldens. Sossego logo.

Isto é ou não das coisas mais lindas que há? Eu sabia que concordavam.

domingo, 15 de abril de 2018

Domingos de chuva a pessoa fica nostálgica.

E hoje fiquei mesmo.
E atenção: não confundir nostalgia com deprimência.
Hoje deu-me para o meu empreendedorismo-com-a-mania-das-pressas. O que é isto? Foi querer abrir um negócio e não esperar o tempo de vida necessário para ver se dava.
Quem me conhece sabe ao que me refiro, quem não me conhece fica agora a saber que em 2015 me cheguei à frente - com muito medo e muito receio- para abrir finalmente o meu próprio negócio depois de anos a ser chulado e/ou desempregado.



Consistiu em criar em Porto Côvo uma alternativa o mais saudável e caseira possível. Tudo inicialmente pensado para pegar e levar, daí o nome ser Papando& Andando.

Uma espécie de casa das sandes, mas também com quiches, bolos caseiros, passando pelos iogurtes com granola e fruta, sopas caseiras, saladas. Tudo com os ingredientes escolhidos pelo cliente.
Tudo com muita qualidade e muito barato, num estabelecimento com decoração clean, misturando aspectos modernos e tradicionalmente alentejanos.



Depois de muitas entrevistas de pessoas que queriam um trabalho de Verão mas com tempo para ir a festivais e fins de semana livres, lá consegui contratar a melhor funcionária que podia ter tido. Educada, apresentável, de aprendizagem rápida e surpreendentemente sarcástica. Ou seja, estava tudo a correr bem. O Verão foi óptimo, mas depois é só Porto Côvo a ser Porto Côvo e são dez meses parados.
A culpa não foi só da localização. Foi minha que quis limitar o meu público num sitio que já tem pouco público. Foi querer implementar coisas saudáveis num sitio onde se está tudo maioritariamente a cagar para isso. Foi achar que seria óptima ideia alugar um espaço que pertence à junta de freguesia. Foi pensar que ia conseguir mudar alguma coisa- para melhor num sitio de cabeças com palas inflexíveis. Foi querer vender saudável e barato para dessa forma chamar mais publico. Ora bem, não funcionou.
Se eu esperei dois anos para ver como corria? Não. Não queria ter dívidas.

Ainda assim foi um projecto pioneiro e muito giro que me arrependo zero de ter concretizado, mais não seja porque depois de fechar outros abriram e inspiraram-se bastaaaante no meu, foi só juntar um coisa diferente. Valha-nos isso, mas vai se a ver e ainda são capazes de dizer que eu imitei. Ahahahhahahah (rindo muito, muito).

Orgulho-me muito de ter sido a primeira pessoa a vender iogurtes com granola e fruta, bem como sandes de salmão em Porto Côvo. Só por isso já valeu a pena e fui muito feliz.

Beijo para a clientela que ainda acabei por ter e que eu sei que ainda têm muitas saudades das melhores sopas de Porto Côvo, dos brownies, triassants e bolo de alfarroba.

Obs: Se são super fãs de Porto Côvo e estão a pensar investir na aldeia, não o façam a não ser que tenham muito dinheiro ou se o espaço for vosso. Se forem só remediados, não arrisquem.
Beijos ;)

quarta-feira, 28 de março de 2018

Receitas para Tótós: Ervilhas com Ovos Escalfados


É das minhas receitas favoritas de sempre e para sempre. E acredito que vocês também delirem com este prato, principalmente se for a vossa mãe ou avó a fazer.

Ora, como a pessoa se torna uma espécie de adulto e nem sempre a mãe está disponível, vai adaptando umas coisas e partilho com vocês esta receita que costuma correr bem.

Para uma tachada como deve ser, tipo 3 ou 4 refeições (vá, 3 bem servidonas):

Ingredientes:



  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 3 cebolas
  • 1 cabeça de alhos
  • 1 pimento vermelho
  • 250 gr de bacon aos cubos
  • 4/5 rodelas de linguiça
  • 2 embalagens de ervilhas congeladas
  • 2 embalagens de tomate pelado
  • 4 ovos
  • água
  • sal
  • pimenta

Pre-pa-ra:

Fazer um refogado com a cebola às rodelas, os alhos picados (ou não) e juntar o pimento, o bacon e as rodelas de linguiça de seguida. Quando a cebola estiver alourada e os enchidos tostados, juntar as embalagens de ervilhas, as de tomate pelado, um pouco de água se necessário, sal e pimenta a gosto.

Deixar cozinhar uns 15 minutos em lume brando, mexendo de vez em quando com algum cuidado para não esborrachar as ervilhas todas e ficarem com creme de ervilhas nos entretantos.

Quando estiver toda esta parte pronta juntem os ovos.
Eu parto sempre para dentro de uma tigela para depois os colocar em cima do preparado de ervilhas.
Para quem não sabe escalfar ovos e acha que é super complicado, consiste em deitar lentamente os ovos em cima do preparado- que convém ter algum caldo- e deixar cozinhar. ou seja, ponham a tampa no tacho. Tentem não deitar uns junto aos outros senão ficam com um ovão.

Eu costumo apagar o fogão e deixar a cozinhar com a tampa uns 5 minutos. Mas podem optar por 3 minutos e - segundo dizem- fica no ponto.

Bom apetite e vão fazer uma corridinha a seguir, apesar de ser paleo.



domingo, 18 de março de 2018

Sabem o que é mesmo, mesmo porreiro?

As canções do Tozé Brito. Ai porra, isso é quando se pergunta: "o que é mesmo bonito?"
Super engraçada esta introdução não foi? Eu era para estar a rebolar no chão de tanta graça, mas não vai dar porque eu já tenho coisas combinadas.

Posto isto, e voltando agora para coisas mais interessantes.. perguntam vocês: "Oh Nunes, o que fizeste este fim de semana? Alguma coisa de jeito?"

Não. Nem vocês querem saber, nem eu fiz nada de jeito. Também não apanhei molha nenhuma. Por outro lado, tenho um potencial de diabético que ainda me está a causar refluxo. Não sei o que se passou, até me acho relativamente saudável, mas este fim de semana foi onde descobri - e citando a minha amiga Joana-  a minha alma (de) gord@. E bêbado.

Desde petit-gâteaux cheios de chantily, a crepes com gelado, a pão com manteiga, a doses industriais de carne (eu não comia carne até há pouco tempo) em casa, passando por vinhaça branca  (no Restaurante Cantinho em Sines- onde há a melhor lasanha de bacalhau com espinafres, just sayin'). Não sei o que me deu.

Mas sei que me vai dar uma vontade enorme de vomitar e desejar muito que não tivesse comido nada disto, até porque....o perfil da minha barriga me lembrou que estamos em março e em abril já se vai para a praia e gostava que fosse este ano que em que eu seria realmente gostoso. Mas a única maneira que eu estou a ver de me tornar gostoso será com chantily em cima. Ou Nutella.

Blá, blá, blá para chegar ao que foi realmente gostoso: aquele almoço de amigos que são mesmo amigos em que a conclusão de tudo o que dizemos é: porra, não mudas nada. Dito a todos. Tudo igual  ao que sempre foi e que sabemos com o que podemos contar. Sem surpresas. Gozando todos uns com os outros sem ninguém se sentir ofendido. Aquelas pessoas que sabem todos os nossos defeitos e gozam sobre isso na tua cara. Nunca nas costas.

Isto é que é porreiro. Juntando isto a sobremesas e comidas divinais, não há como não engordar.



(Portanto nada de combinarem outro almoço tão cedo!! E de não me fazerem lembretes para eu responder aos eventos! )

segunda-feira, 12 de março de 2018

Fins de Semana Alentejanos.

Os meus resumem-se a comer pão.
Com manteiga, sem manteiga, com azeite, alho e oregãos, com o que for. Em torradas ou em tibornas. Em tostas ou até duro.

Era assim. Era o que queria dizer, eraaaaa. Porque eu agora tenho um desafio que é: não comer pão. E adivinhem: não estou a ser bem sucedido.

Foi só um aparte. Este post é sobre o meu fim de semana, como se na verdade interessasse a alguém. Eu por acaso até gosto/ invejo alguns fins de semanas de pessoas que sigo, é um guilty pleasure...nada a fazer.

Se tivesse em Lisboa tinha ido ao Lisbon Dance Festival. Assim, morando na aldeia não fui. E o que é ponderável quando se vai à cidade a um evento?

- gásoleo para 400 km
- portagens para esses mesmos kilómetros
- lugar e parquimetro do veiculo
- refeições diárias
- preço dos bilhetes
- consumos nesses eventos
- previsões metereológicas (que foram graves, já a situação real nem por isso)
- pedir alojamento a amigos.
- taxis/ubers/cabifys

Depois disto é fazer contas, subtrair ao que se ganha por mês e chorar. Ou optar por ir e chorar o resto do mês.

A alternativa foi então ir ver o mar de Porto Côvo com a "tempestade" Felix:


  

A Avó a estender as cuecas e a cuidar delas para ver se não chovia
 (a única maneira de lavar roupa suja correctamente- em casa e não no facebook):


E comer.
Foi cozido à portuguesa, mas não tirei foto. Então ponho aqui do fim de semana anterior:



Não é mau, de todo. Mas um pezinho de dança não faz mal a ninguém. A não ser que o pezinho seja na cara, mas isso é outro post.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Quem não sonha com uma vida no campo? #1

Eu. 
Nunca sonhei, porque sempre morei cá. E como todas as pessoas que moram na cidade sonham em um dia ter uma casa no campo, eu morando no campo quis sempre ir para a cidade. Quase sempre, porque ainda me fiz difícil para ir morar para Lisboa.

Cedi. Fui e amei. E amo. E amo sempre que vou à capital. Repenso a minha vida e lembro-me que com os preços que se praticam agora no mercado imobiliário, voltar para a cidade é impraticável. Vou lá quase todas as semanas, mas não é a mesma coisa.

No outro dia perguntei na página do facebook (Sarcasmo do Nunes) sobre que coisas queriam que eu escrevesse, desabafasse...e uma seguidora (Rossana Rodrigues) sugeriu que falasse sobre esta mudança: sair da cidade e voltar para o campo (Porto Côvo). Que mudança é esta? É radical, principalmente quando não se está farto da cidade.

Lisboa é bonita. Porto Côvo é bonito, mas não há comparação possível. Se vocês são do tipo de pessoa que pensa em um dia morar em Porto Côvo, aconselho-vos a fazer essa mudança em Novembro, para em Dezembro já estarem totalmente arrependidos. 
E é bom que vos tenha saído o Euromilhões, porque ao preço que as casas estão quase não notam a diferença do mercado imobiliário de Lisboa - nisso sim, há muita parecença.


Isto vai sempre soar a alguém recalcado por não estar em Lisboa, mas não é verdade, porque há razões muito agradáveis para cá estar. No entanto:

- As pessoas: prefiro de uma maneira geral, estar em Lisboa, porque "nobody cares". E ao contrário de muitas pessoas, para mim isso é óptimo. Não dizer bom dia aos vizinhos para mim é espantoso. Não quer dizer que não fique a falar nas costas, mas como o meio é maior, não se fica a saber. 
Por outro lado, nos meios pequenos toda a gente controla tudo. O que existe, o que não existe e o inventado. Com a diferença que se fica a saber tudo. isto é, se falam de ti, vais ficar a saber a bem ou a mal.
Tens duas opções: ou te fazes de morto e tentas ignorar ou te fazes de morto. Sim, porque reagir só faz com que a pessoa enlouqueça e queira bater nas pessoas e isso ainda é ilegal. Com muita pena.

Isto é claramente agravado quando vem de pessoas mais novas e não das mais velhas.
(obviamente não aplicado a todas as pessoas)

- vida social e cultural: inexistente na aldeia
- pessoas diferentes: inexistente na aldeia
- culturas diferentes: inexistente na aldeia
- receptividade a coisas novas: inexistente na aldeia
- pessoas jovens: inexistentes na aldeia
- iniciativas para manter os poucos jovens na aldeia: inexistente.

- praias maravilhosas: existente na aldeia e pronto.

Isto tem pano para mangas, falar sobre estas diferenças, pontos fortes e fracos de cada um dos lados. Hoje fico por aqui, mas avanço já ali num rascunho a continuação disto para um futuro post. Deixo aqui duas fotos do que eu gosto de fazer em Lisboa: fotografá-la. E outra minha a ter vida social-hipster-instagrammer (sou_o_nunes).










Juro que logo, logo acabo este texto. Entretanto podem ir chutando mais tópicos! 

Bêjos nas ventas,
Nunes.



terça-feira, 6 de março de 2018

Não tens vergonha de ser assim?

Sim, tu. Achas bem isso que andas a fazer?

Pensas que as pessoas não sabem o tempo que dedicas a esse desperdício de tudo? Que prometes e não cumpres. Vezes e vezes sem conta.
Não tens vergonha de ser a sétima  vez este ano que dizes que vais fazer dieta e não levas isso para a frente?


Porra, Nunes. Até criaste um hashtag #nunesvaisergostosoem2018  há quatro anos e mesmo assim não cumpriste? Gordo d’um cabrão.
Mas quando? Quando é que sou capa da Men’s health? Eu sei, escusam de responder.


Pão! Meu grande filho de uma marota, porque é que não me (des)largas e deixas os meus abdominais vir ao de cima? ?!? Até o do Prédio do Vasco conseguiu! (Inserir emoji a chorar) e o Diogo Amaral que afinal era falso magro (same here)?!
Qual o vosso maior obstáculo a serem super fit?


Ah, lembrei me de mais obstáculos: batatas fritas, petiscos...


Tenho de adiar a operação bikini para 2054.


quinta-feira, 1 de março de 2018

Ter Vida e Pontos de Situação.

Ter uma vida. Parece fácil não é?
faz lembrar aquela altura pre-fazer-18-anos em que achamos que a nossa vida vai mudar radicalmente, que vamos ser alguém, ter carro, sair à noite e vamos ter dinheiro para pagar isso. Ahahhaha! Que engano terrível. Acham que dá para voltar atrás?
bem, isto era só para parecer que escrevia alguma coisa de jeito, mas como se pode ver, não foi desta.

O que é que vocês andam a fazer? Contem-me coisa que eu para variar desleixei-me disto e ainda não foi desta que fui eleito o blogger-wannabe-rural-sarcastico-2017. ganho para o ano, juntamente com a premiação de super-influencer-do-campo.

Continuo a ter uma vida que é um tiro ao lado que achei que ia ser. Ainda assim sei que há piores. Mas também há melhores e é nessas que a malta se foca. E se frustra.

Contem-me lá coisas que achem interessantes ser abordadas. Para dinamizar isto. Eu vou pelo menos publicando coisas que ponho no Instagram (sou_o_nunes): comida, sol, mar, viagens e...eu! Claro, tenho de fazer render o peixe que o moço é muuunnnnnta bonitão. nada que uns 4 filtros não ajudem.

Vá, vão dando notícias. Vou começar com esta foto que convence qualquer pessoa que sou um Pedro Chagas de Freitas feat. Gustavo Santos em ascensão.

Até amanhã!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Escapadinha na Costa Alentejana: O que fazer este fim de semana?

E estamos a chegar aos nossos tão desejados fins de semana prolongados. Se há coisa que gostamos é isso. Isso e comer, mas já lá vamos. O que se vai seguir são sugestões para quem está a pensar passar o próximo fim de semana na Costa Alentejana. Não é Verão, mas para descansar não há melhor nesta altura do ano
Quem diz este diz o próximo, mas prolongado é só este, eu sei. Antes de se fazerem à estrada, nada melhor do reservarem antes o vosso alojamento, não pensem que cá chegam e que nada está lotado, porque pode acontecer, principalmente se estivermos a falar dos alojamentos mais giros:

A Cabeça da Cabra- Casa de Campo:







e O Lugar:




 O primeiro fica afastado da aldeia- mesmo no campo, o segundo super central. Mais informações e detalhes, sigam este link. Há, claramente, para todos os bolsos e se hostel for o que pretendem, têm em Porto Côvo e em Sines uns bem catitas também. Não acreditam? Vejam lá aqui.

Para quem não sabe, Porto Côvo fica lindamente situado entre Sines e Vila Nova de Milfontes, ou seja, quando já tiverem visto a aldeia toda (2 horas dá perfeitamente) podem seguir para as cidades mais próximas que ficam a cerca de 15 minutos.

Sugiro então que na sexta-feira façam isso mesmo: percorram a aldeia a pé. Há uma rua principal onde estão 80% dos restaurantes e chegando ao fim desta podem, depois de bem alimentados, virar para a esquerda e caminhar até à ilha do Pessegueiro por um trilho definido (35 min aproximadamente) ou para a direita e andar o mesmo tempo até á famosa praia da SamOqueira (sempre sem U). Se fizerem isto, praticamente já viram o que há para ver no centro da aldeia e arredores. Tanto para um lado como para outro, passam por imensas praias e as paisagens são de bradar aos céus.

Posto isto, para Comer sugiro:

Pequenos-almoços/ Lanches/ Petiscos:
(também há saudáveis):

Há apenas um sítio em Porto Côvo que vale realmente a pena para tomar o pequeno-almoço com todos os factores positivos: vista-mar, afastado q.b do centro, oferta acessível e diferente e simpatia no atendimento: Oceanus. Um quiosque em frente à Praia Grande (a da entrada Norte). Se entrarem em PC por aí, fica do lado esquerdo.
Melhores pequenos-almoços de sempre, melhores lanches, melhores petiscos. Desde bacon com ovos, feijão e torradas a camarões (para lanche), iogurtes com fruta, gelados. Tudo delicioso e acessível. Há pessoas que acham que eu não sou ninguém para dizer o que é barato ou caro, mas eu digo porque- embora de Humanidades- sei fazer contas. 


(se carregarem no link do nome vai dar à página de facebook. se tiver mau tempo muito possivelmente não está aberto)


Se um dos dias seguirem para Sines, vão ao Bom Remédio, também tem umas coisas bem boas. Caso mudem de rumo e sigam para Milfontes, nada melhor que a Mabi (um clássico) e a Portuguesa ou o 18 e piques.

Para Almoços/ Jantares, já com certeza (quem já cá veio) visitaram o Zé Inácio em Porto Côvo no fim da rua principal, do lado direito. Continua a ser dos únicos que se mantém fiel na qualidade da comida e do serviço, sem exagerar em preços. O polvo à lagareiro, os grelhados em geral, as açordas, os secretos, os bacalhaus...tudo delicioso! Se alguém for vegetariano, eles arranjam solução. 
E é Inverno e está aberto. Fecha à quarta-feira.



A Tasca do Xico, também nesta aldeia, costuma ser uma das minhas sugestões, mas penso que demento se encontra encerrado. Sendo assim, peguem no carro e sigam no sentido de Sines. Antes de chegarem a São Torpes têm o sítio com os melhores arrozes da zona: O Pedra da Casca. Marisco, sapateira, amêijoa...Tudo confiável e fresco, com a grande vantagem de estarem em frente à Praia da Vieirinha, longe da rua (quase) movimentada da aldeia. Serviço bom, comida óptima. Agora está muito frio para apreciar o pôr do sol, mas se beberem uma vinhaça enquanto o admiram na esplanada (que tem mantas para os joelhos por causa do vosso reumático), vão gostar.

                                  

Em Sines conseguem indubitavelmente jantar por menos de 10€ no Restaurante O Cantinho. Um sítio central, com gerência nova desde o primeiro trimestre deste ano, acolhedor e garantidamente dos mais asseados. Durante a semana tem prato do dia, ao fim de semana optam pela restante ementa.



Nesta altura do ano podem consultar a ementa na página do facebook que é actualizada diariamente. Paragem obrigatória pela qualidade da comida e da esplanada que está sempre ao sol, que nesta fase é muiiiiiiiito importante e aproveitar todo o que aparece.



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E o que fazer nesta zona sem ser ir à praia?


  • Podem fazer caminhadas ao longo da costa, como disse no início do texto: caminhada até à Ilha do Pessegueiro, onde apreciarão as praias e à chegada o Forte da Ilha. Se forem muito corajosos podem seguir até Milfontes pela Rota Vicentina. são umas 4 horas a andar, coisa pouca.

  • Podem fazer outra caminhada, noutro sentido, ou uma corridinha desde o centro da aldeia até à Praia da Samoqueira ou à do Burrinho.

  • Podem fotografar, fotografar, fotografar.

  • Podem ser ainda mais radicais e arriscar numas aulas de surf. Há três escolas por aqui: Costa Azul, ESLA e PIG Dog Surf Camp


Excepcionalmente este fim de semana há uma Feira de Natal- Natal no Largo, onde há um pouco de tudo. E se tiverem crianças, melhor ainda porque há imensas actividades desde showcookings a fotografias com o Pai Natal. Para os mais adultos e não só há mercadinho de Natal, comes e bebes, concertos e afins! Deixo-vos aqui o cartaz e o link para o programa completo.



Se quiserem ignorar estas sugestões podem fazê-lo, mas se eu fosse a vocês aproveitava esta papinha toda feita! Qualquer coisa mandem e-mail!

Um beijo e um queijo*

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Receitas para Totós: Ovos na Caneca.









Ingredientes (por caneca/pessoa)

↪ 2 ovos
↪1 colher de sopa de mozarela ralada
↪ sal e pimenta a gosto

↪ Neste caso pus uns cogumelos que comprei um promoção no Aldi, espinafres do Lidl e um resto de bacon aos cubos.


Preparação

Numa caneca  (lá está...) partir os dois ovos e vertê-los para dentro da mesma, juntar o queijo, pimenta e sal e com um garfo bater tudo. Numa outra opção podem meter o que quiserem lá dentro (salvo seja), tipo mais queijo, fiambre ou outros ingredientes que não precisem ser cozinhados.


Aspecto pre-entrada no micro-ondas.


Neste caso, passei os outros três ingredientes pela frigideira com um bocadinho de azeite e alho em pó. Pus tudo dentro da caneca e micro ondas com ela. 1 minuto, retirem, mexam os ingredientes do fundo e mais um minuto lá dentro. e está feito.

Rapidissimo e óptimo para acompanhar uma sopinha ou uma refeição mais leve. Eu pelo menos estou fã. 2 minutos, hein?



Bons cozinhanços e deem notícias!

Nunes.

Obs: quem não leu o que aqui foi escrito sobre Porto Côvo?


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Porto Côvo: A Pérola Que Se Está a Enterrar.

O Rui Veloso deu o mote sem cá nunca ter vindo. Quer dizer, o Carlos Tê deu, foi ele que escreveu a canção que catapultou o lugar de Porto Côvo para o estrelato do turismo nacional. Estávamos nos anos oitenta e os poucos que cá faziam férias- maioritariamente selvagem (mas educado...vejam lá as ironias da vida) deixaram de estar sozinhos.

Uma aldeia ainda pouco explorada a todos os níveis fez as delicias de quem cá vinha e isso aumentou de ano para ano. O comércio cresceu, a aldeia desenvolveu, foram sendo criadas infraestruturas aos poucos.

Havia toda uma panóplia de razões para que tal acontecesse: localização óptima- a 1h30 de Lisboa e a meio caminho do Algarve; praias e mais praias que além de acessíveis a pé são de uma beleza de tirar o fôlego, arquitectura pombalina num largo central que cativa instantaneamente os transeuntes, gastronomia baseada em peixe fresco (acabado de apanhar em muitos casos nessa altura) e gentes ainda pouco viradas para esse boom turístico que estava a acontecer, que de alguma forma transmitiam alguma autenticidade da terra.

Factores estes que juntando a não ser "mais um Algarve" e claramente mais barato, o tornaram um place-to-be.


Praia da Ilha

Largo Marquês de Pombal



                                 
Hoje em dia, Porto Côvo é dos raros casos de aldeias que toda a gente conhece. Tooooda a gente. Quem conhece ou já passou férias, ou já foi na infância ou já "foi muito feliz". Quem não conhece quer imenso visitar a aldeia ou conhece uma prima namorada de alguém que conhece.

Durou cerca de 20 anos este encher de bolsos e ainda bem que existiu. E ainda bem que alguém encheu porque só assim se pode melhorar. Mas há cerca de 12 anos que o turismo tem vindo a decair.

Será pela restauração se distinguir por dois ou três sítios- se tanto? Será pelo preço estupidamente caro aplicado a restauração, a alojamentos, a supermercados? Será porque não tem um bar para beber um copo à noite? Será por não ter um sitio para sair à noite? Pela falta de actividades em alternativa a uma ida à praia? A nova arquitectura da emergente construção que em nada tem a ver com o Alentejo? Pela estadia permissiva de auto-caravanas em qualquer sítio?

Pode ser tudo, podem ser só algumas coisas. Não são todos os sítios estupidamente caros, mas tem que se vasculhar bem para encontrar. Não há ser com certeza pela falta de praias que elas continuam cá.
Mas se antes para o comércio local - que continua a ser única e exclusivamente sazonal- o lucro poderia ser resumido a 3 meses, hoje nem dia isso não acontece- tudo bem espremido dá um bom mês e meio.

Mas a quem de direito, lembrem-se: é raro o dia em que os Parques de Campismo lotem como acontecia, que as ruas tenham a quantidade de pessoas que tinham antes e que as estadias passem de 2/3 dias ao invês de semanas, quinzenas e meses como antes.

O que se pode fazer para melhorar isso? Algumas coisas. Tipo o quê? Não vou enumerar porque eu estou "sempre armado em esperto" e com a "mania que sou Doutor porque vivi em Lisboa". Um bom conselho é: organizem-se, principalmente a restauração e os seus dias de folga no mesmo dia.

Lembrem-se que Porto Côvo já foi movimentado na altura do Carnaval, Páscoa, Verão (a começar em Maio) e Passagem de Ano. Hoje em dia é movimentado quando? Aos fins de semana em Agosto.

Contudo, ainda há quem invista tanto em alojamento como podem ver AQUI (carreguem) e aqui também; alguns sítios onde podem comer bem como aqui . E outros que vou publicar brevemente: Zé Inácio, por exemplo.

Vamos lá todos desenterrar esta pérola que claramente já teve na ostra.

De nada,

Nunes.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Fazer Sopa Para Totós.

Não é que quem vá comer não seja totó, mas o que o título quer dizer - porque há sempre alguém que não percebe - é que quem vai cozinhar pode ser um.

Isto porque há toneladas de gente que diz: eu sei lá fazer sopa!!

Meus queridos, se souberem descascar legumes, então é a única coisa que precisam para conseguir fazer uma sopa. Ou então uma bimby, mas ainda assim precisam de saber descascar.
Fugindo desses robôs de cozinha...Deem uso a essas manápulas e descasquem qualquer coisa como isto:

(O púcaro foi para enfeitar)
Nunca faço uma receita igual a outra, portanto quantidades certas é uma coisa que não me assiste. Tudo a olhómetro.


  • 5 ou 6 cenouras
  • 2 ou 3 batatas
  • 2 cebolas
  • 1 cabeça de alhos (ou um pouco menos)
  • brócolos
  • (e basicamente os vegetais que tiverem em casa)
  • água, sal e azeite. 


 ➭ Descasquem tudo e cortem às rodelas, em quatro, o que quiserem...convém é não ficar grandes bocados a boiar porque senão depois a varinha não os desfaz.

➪ Juntem água até os legumes estarem submersos, no entanto, um dedo de altura acima dos verdes e está bom. Podem até carregar em cima das leguminosas enquanto põem a água para se guiarem melhor, uma vez que - e pasmem-se - os legumes boiam se puserem água no tacho!
Verdade!

➪ Em seguida, azeite e sal. Sim, o que está na foto a seguir foi a quantidade inicial que pus, mas não foi suficiente. Ponham mais um bocadinho. Azeite, duas colheres de sopa!

➪ Ponham ao lume. Quando começar a ferver deixem mais uns 15 minutos.


Sim, é sal grosso. A coca está cara.

➪ Triturem com a varinha mágica e ...SURPRESA, está uma sopa feita.


Dicas possivelmente úteis:

⚫ Eu vejo pelas cenouras se os restantes estão cozidos, porque lá está, é o que demora mais a cozer. Se as cenouras estão, os outros legumes estão de certeza.

⚫ Se quiserem que a sopa fique mais consistente ponham mais batata.

⚫ Se quiserem que a sopa fique mais verde, ponham mais legumes verdes (esta sei que foi grande ajuda)

⬤ Vão descascando tudo directamente para o tacho porque normalmente a altura de legumes que está é o mesmo nível de sopa que fica, portanto ficam logo com a ideia se é uma tachada para a semana inteira se para dois dias.

Bons cozinhanços e não se queimem!
Para acompanhar a sopa podem sempre ver esta e esta receita ;)

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Receita da Mãe: Tagliatelli com camarão e molho de tomate

Como o feedback das receitas anteriores até foi mais positivo do que esperava, optei por ir ter com quem realmente percebe da coisa: A minha Mãe.

Não temos aquelas relações super-afectivas em que cozinhamos em conjunto e rimos imenso e em slow-motion numa cozinha perfeita, daquelas todas branquinhas e não sei quê.Pelo contrário, até nos damos bastante mal a maior parte do tempo, MAS ela cozinha muito bem, portanto não convém mantê-la afastada muito tempo.

Fui ter com ela, armado com máquina fotográfica e tudo e o que ela ia fazer?

Tagliatelli com camarão e molho de tomate (ou tomatada). Eu quando oiço a palavra camarão, pode até ser com sola de sapato que eu vou querer. Mas neste caso é só um dos pratos preferidos que ela faz.

É uma preocupação recorrente de quem cozinha bem, partilhar os "segredos", mas neste caso acho que os dela são mesmo a paciência e as mãos que fazem a diferença, porque eu sei como se faz tudo  e nunca fica igual. Nunca, porra.

E agora o que interessa:


Ingredientes:

(para 4 pessoas)


  • 1 cabeça de alhos (não é dente, é cabeça)
  • 2 cebolas grandes
  • 5 tomates maduros
  • 12 novelos de tagliatelli (fazendo a conta de 3/pessoa)
  • 1/2 quilo de camarão congelado
  • coentros qb





Preparação:

➔ Fazer um refogado com as cebolas e alhos picadinhos. Quando estiverem ligeiramente alourados, juntar os tomates. Ir mexendo de vez em quando para não pegar.

➔ Enquanto isso, cozer os camarões em água com sal. Depois de cozidos, guardar a água dos mesmos. Desacascar e corta-los em 3 (para ser mais rentável).

➔ Quando a tomatada estiver com aspecto consistente (uns 20 min se tanto), juntar o tagliatelli e deixar cozer nessa mistura.

➔ Ir juntando a água dos camarões aos poucos até tapar a massa. Deixar cozer a massa (mais 10 minutos aproximadamente) e deixar o molho de tomate com a consistência que preferirem.
Mais fininho, metam mais água dos camarões. Mais grosso, deixem a água evaporar.

Lógico, eu sei. Mas isto pode ser lido por pessoas que não sabem cortar uma fatia de pão, então tem de ser bem explicado.

➔ Depois da massa cozida, juntar o camarão cortado (opcional) e picar coentros e há de ficar qualquer coisa assim do género desta foto.

Bons cozinhanços continuem a dar feedback!






quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Receitas Simples e Económicas: Legumes no forno com camarão e queijo.

Quero saber se acham graça a isto de pôr aqui algumas receitas. Não sou o melhor cozinheiro de sempre, mas também não sou o pior. Outras vezes não serei eu, mas vão haver receitas e é o que queremos.

Esta tem camarão - que como todo o bom pobre e não só aproveita - comprado no LIDL, naquelas caixas de meio quilo em promoção. Eu até costumo comprar para consumir no próprio dia, aqueles produtos com a senha do res-vés a acabar a validade. Pobre fazendo pobrice, é o que temos. Daí serem maioritariamente económicas.

Indo ao que interessa, para esta receita usei o que tinha no frigorífico:

Ingredientes:

  • 3 dentes de alho (esborrachados) 
  • 2 courgettes 
  • 4 tomates maduros 
  • 1 cebola grande 
  • 1 alho francês
(estas descritas acima, tudo às rodelas)
  • 4 punhados de espinafres ou 1 embalagem daquelas do LIDL também)
  • 1 embalagem de camarão de meio quilo já cozido 
  • 1/2 embalagem de queijo mozzarela ralado

Preparação:

Num pirex ou tabuleiro para forno dispus as rodelas de courgette, por cima as de tomate, pus sal grosso ("para cima deeeeles", já dizia o outro), azeite e pus no forno uns 15 minutos a 200 graus.

Enquanto isso, num tacho refoguei os os alhos esborrachados (esmagados) em azeite e salteei as cebolas e os espinafres . Reservei. Depois o alho francês. Reservei. E finalmente o camarão (já descascado, pois então!). 
Tudo passadinho por azeite e alho.

Em seguida, foi dispor - por cima das courgettes e tomates já dourados do forno-  pela seguinte ordem:

  1. alho francês
  2. espinafres
  3. camarão 
  4. cebola
  5. queijo mozzarela ralado
E dará qualquer coisa como isto, depois de 10 minutos no forno (com a função de grill):




Se quiserem não tonar a coisa tão saudável podem acrescentar queijo brie com ervas no meio das camadas (só assim uns quadradinhos). Se acharem que é pouco acompanhem com batata doce assada (já que vão usar o forno). 

Digo eu, vocês fazem o que quiserem que eu só vim dar ideias.
Qualquer dúvida, perguntem.

Bons cozinhanços!

E não se cortem como certas pessoas descoordenadas.







terça-feira, 8 de agosto de 2017

Costa Alentejana: O que o caravanista precisa saber.

Mais concretamente onde? Em Porto Côvo. Nem outra coisa seria de esperar, tanto porque é a aldeia que me diz alguma coisa, como por ser nesta altura do campeonato um cancro em termos de caravanismo.

E as virgens ofendidas do teclado podem já sossegar, porque nada do que vem a seguir é mentira e como em todos os assuntos, vai ser generalizado.

Se há caravanistas correctos, justos e essencialmente educados? Há, claro que os há. Daqueles que sentem mesmo aquela coisa do viver assim, aproveitar a natureza ao máximo e consequentemente respeitando-a? Há uma grande fatia do bolo.

No entanto, aqui para estes lados tem vindo maioritariamente o que não interessa que se traduz num valente reboliço de papéis cagados, falésias ocupadas e uma falta de respeito tremendo tanto pela terra, a natureza e pelos próprios colegas caravanistas.

E não há grande diferença entre portugueses e estrangeiros, em termos de má educação, é tudo igual.
Então o que é que se tem passado de há uns anos para cá com esta praga? Claramente uma distorção no conceito da caravana.

O que antes era "bem, isto é óptimo ter uma caravana, podemos conhecer imensos sítios, aproveitar a natureza (e respeita-la) e vou poupar imenso no alojamento, é uma forma super económica de fazer férias e conhecer tudo"- passou claramente para "Ah, que giro, vou ser destas pessoas também! Que engraçado, desde pequen@ qu o meu sonho é ter uma pão de forma! Vamos acampar em parques naturais onde é super proibido porque o que interessa é pormos no instagram a vista de onde estamos alapados"- os autocaravanistas 2.0.

Não há uma legislação escarrapachada que proíba certas atitudes, mas a GNR ou outras entidades competentes claramente podiam desempenhar assiduamente a sua função. Até porque isto não é de agora. Situações que pode actuar:


  • Caravanas estacionadas num parque de estacionamento em que na entrada está um sinal com a altura mínima de 2m- Praia Grande  (está lá a dizer que é proibido, logo...);
  • Caravanas estacionadas em parques de estacionamento laterais ao parque existente para caravanas, mesmo quando estes estão vazios. Porque é mais giro ser do contra e estacionar fora do parque;
  • Estas anteriores, frequentemente rebentam canos de terrenos (preparados para futuras obras) para tomar banho, encher garrafões, lavar roupa e ficam a correr dias inteiros;
  • Caravanas que despejam as necessidades na rua, falésia, estrada;
  • Caravanas que têm à sua volta estendais, grelhadores, atrelados e afins presos no alcatrão de um estacionamento para carros (é ocupação da via pública que se diz?);
  • Caravanas que estacionam em cima do circuito de manutenção para peões e bicicletas;
  • Caravanas que estacionadas em parques de bairros residenciais tapam a vista de quem la´mora e paga bastante pela vista;
  • Caravanas estacionadas a ocupar 4 lugares de estacionamento de carros.
Seria interminável esta lista, acreditem que sim. 
E agora vêm esbaforidos os caravanistas (ou autocaravanistas, whatever) dizer que nós precisamos imenso de vocês porque senão morríamos à fome (lido num grupo de facebook aqui da zona). 

Nós precisamos dos que deixam cá dinheiro, obviamente, mas surpreendam-se: Porto Côvo agora não tem 1/3 das pessoas que para cá vinham há 15 anos em comparação a agora. Pois. E nessa altura as caravanas que vinham ficavam nos parques de campismo ou as mais selvagens, o mais escondidas que conseguissem. 

Nunca mas nunca a serem a cara da terra assim que se cá entra. É péssimo, horrível as toneladas de caravanas juntas a tapar a vista das praias. Meus queridos, todos queremos vista para o mar, no entanto, deixamos a casa onde está e vamos para a praia. Vocês deviam fazer o mesmo.

(esta foto não é minha)


Código de conduta do caravanista, já leram? Eu já. E sei que vocês fazem muita coisa errada.
Há dois, dois, 2, dois(!!!!) parques de caravanas neste momento em Porto Côvo, onde não se paga nada para lá estar, nem 1€. Mesmo assim é mais giro desreipeitar.

Vocês, caravanistas educados, já que as autoridades não estão sempre disponíveis, dêem vocês uns toques aos vossos colegas, tipo: "olhe, isso é área protegida! Há ali um parque de caravanas! Esse fogareiro e esse estendal se calhar podia ocupar menos espaço". Não?
Era uma ideia.

Confirmem aqui se não é proibido.
Queremos ou não estar numa terra bonita e asseada? Então é fazer por isso ;)

E pronto, agora vou voltar ao registo de falar de comida porque é isso que eu gosto.